Até que ponto Spinoza estava "errado" quando afirmou que não possuímos livre arbítrio? Concordo com a idéia de que somos cruelmente presos à nossa natureza, a natureza humana. Bem por isso, não estou seguindo a linha do que havia "programado" na última postagem. As tais "reportagens" sobre as quais já comentei com algumas pessoas virão sim, mas enquanto a eterna flor azul continuar caindo no meu travesseiro, eu sempre me erguerei até aqui para escrever.
Vejam o que disse Novalis, filósofo do Romantismo: "O caminho do mistério aponta para dentro". Muito tempo se passara desde Talles, e durante toda a longa caminhada pela evolução do pensamento humano, muitas almas gastaram até o último traço de vida buscando saber de onde viemos, para onde vamos, se existe mesmo um Deus e se a nossa alma pode ou não ser imortal. Todo o mistério de nossa razão e dos nossos sentidos, no que crer primeiro? Haverão idéias inatas? E sobre o bem e o mal? Mas então nos deparamos com este romântico que nos diz onde encontrar todas estas respostas: Novalis "quebra a nossa cara" quando diz que todo o mistério do mundo pode ser vivenciado se "mergulharmos" dentro de nós. Todo o universo e até mesmo Deus nunca deixou de estar dentro de nós, porque somos um pedaço da grande criação, e desta forma, uma construção eterna. Fiquei feliz quando li isso hoje pela manhã, não tive outra escolha senão me lembrar deste blog...
Mas toda a despreocupação com o mundo como um todo, todo o esquecimento para com o curso da humanidade e toda a exaltação da arte em detrimento de qualquer outra coisa foram motivos suficientes para deixar um alemão do século XIX completamente "revoltado". É neste momento que surge Hegel e a sua dialética: é o curso da história que determina o que é o certo e mais racional, ou seja, pelas linhas deste homem, só é viável o que for racional.
A história de toda a filosofia parece brincadeira nas mãos deste incrível cérebro, é uma grande diversão seguir seus passos. Onde existir algum fato que de alguma forma tenha levado a outro, fazendo com que os dois se tornem uma verdade e algo concreto para todos, lá estará Hegel para aplaudir. Mas é somente com a ajuda da sua total compreensão dos fatos que passamos a perceber o quanto a história pode mesmo nos dizer muito do que perguntamos. Apenas observando a evolução do pensamento, podemos concluir que nenhum escrito filosófico está certo ou errado, ele deve sempre ser julgado de acordo com a época em que foi escrito, caso contrário, não faria sentido tanta especulação sobre as mesmas coisas durante tantos anos.
A verdade é que estamos todos nós presos a toda a história da humanidade, não importa quando nascemos, todos nós somos herdeiros de tudo o que já se escreveu, pintou, postulou ou compôs por aqui... Todos os dias, quando levantas teu corpo de tua cama, estás carregando milhares de anos contigo, nas tuas costas, as marcas dos erros que grandes homens cometeram para que hoje, fosse possível saber a melhor forma de agir. Somos frutos da nossa história, somos filhos do nosso meio, e portanto, temos que decidir o que vamos deixar para os nossos filhos. Também é por estas razões, que continuo a afirmar que "amo o nosso tempo". Porque tudo o que está em nossas mãos hoje, teve que passar pelo grande olho crítico da História, e hoje podemos abraçá-la e decidir então, as "verdades históricas" que seguirão conosco e as que deixaremos para trás...
Mas e se o tempo e o espaço existem apenas dentro da nossa consciência? E se lá fora o mundo é apenas mundo e não se sente diminuído por isso? Já parou para pensar que tudo o que te cerca não é obrigatoriamente como podemos enxergar com nossos olhos? Um pouco de Física Moderna talvez iria ajudar. Até quando podemos confiar nos nossos sentidos? E a nossa razão pode ser senhora de nossas vidas até que ponto?
Nossa vida começa quando passamos a armazenar impressões das coisas que sentimos. A partir disto, temos uma dura escolha a fazer: ou nos habituamos com o mundo de forma geral e nos tornamos escravos deste "tempo/espaço" ou, passamos a nos libertar das amarras do mundo dos sentidos, onde a natureza nos escraviza, e passamos a usufruir de toda a nossa liberdade em quanto seres racionais. Fazendo uso da nossa razão, enquanto lei da própria natureza, poderemos experimentar o que realmente é ser livre. Porque é essa a nossa função no mundo, em uma grande escala, somos nós que devemos organizar a "casa" e repensar tudo. E isto torna-se possível, somente do ponto de vista da eternidade!
Tu és capaz de em um piscar de olhos sentir de uma só vez "TUDO"? Ter o universo todo dentro de ti, estar em todos os lugares e ver todas as pessoas de uma só vez? Consegues segurar a eternidade nas tuas mãos por pelo menos um segundo? Não deixa o tempo te tirar os sapatos, nem o espaço te levar a lucidez. Esquece as pessoas. Enclausura-te na tua razão: sê plenamente livre.
- Uma flor azul para você! Basta tentar sempre colhê-la.
Vejam o que disse Novalis, filósofo do Romantismo: "O caminho do mistério aponta para dentro". Muito tempo se passara desde Talles, e durante toda a longa caminhada pela evolução do pensamento humano, muitas almas gastaram até o último traço de vida buscando saber de onde viemos, para onde vamos, se existe mesmo um Deus e se a nossa alma pode ou não ser imortal. Todo o mistério de nossa razão e dos nossos sentidos, no que crer primeiro? Haverão idéias inatas? E sobre o bem e o mal? Mas então nos deparamos com este romântico que nos diz onde encontrar todas estas respostas: Novalis "quebra a nossa cara" quando diz que todo o mistério do mundo pode ser vivenciado se "mergulharmos" dentro de nós. Todo o universo e até mesmo Deus nunca deixou de estar dentro de nós, porque somos um pedaço da grande criação, e desta forma, uma construção eterna. Fiquei feliz quando li isso hoje pela manhã, não tive outra escolha senão me lembrar deste blog...
Mas toda a despreocupação com o mundo como um todo, todo o esquecimento para com o curso da humanidade e toda a exaltação da arte em detrimento de qualquer outra coisa foram motivos suficientes para deixar um alemão do século XIX completamente "revoltado". É neste momento que surge Hegel e a sua dialética: é o curso da história que determina o que é o certo e mais racional, ou seja, pelas linhas deste homem, só é viável o que for racional.
A história de toda a filosofia parece brincadeira nas mãos deste incrível cérebro, é uma grande diversão seguir seus passos. Onde existir algum fato que de alguma forma tenha levado a outro, fazendo com que os dois se tornem uma verdade e algo concreto para todos, lá estará Hegel para aplaudir. Mas é somente com a ajuda da sua total compreensão dos fatos que passamos a perceber o quanto a história pode mesmo nos dizer muito do que perguntamos. Apenas observando a evolução do pensamento, podemos concluir que nenhum escrito filosófico está certo ou errado, ele deve sempre ser julgado de acordo com a época em que foi escrito, caso contrário, não faria sentido tanta especulação sobre as mesmas coisas durante tantos anos.
A verdade é que estamos todos nós presos a toda a história da humanidade, não importa quando nascemos, todos nós somos herdeiros de tudo o que já se escreveu, pintou, postulou ou compôs por aqui... Todos os dias, quando levantas teu corpo de tua cama, estás carregando milhares de anos contigo, nas tuas costas, as marcas dos erros que grandes homens cometeram para que hoje, fosse possível saber a melhor forma de agir. Somos frutos da nossa história, somos filhos do nosso meio, e portanto, temos que decidir o que vamos deixar para os nossos filhos. Também é por estas razões, que continuo a afirmar que "amo o nosso tempo". Porque tudo o que está em nossas mãos hoje, teve que passar pelo grande olho crítico da História, e hoje podemos abraçá-la e decidir então, as "verdades históricas" que seguirão conosco e as que deixaremos para trás...
Mas e se o tempo e o espaço existem apenas dentro da nossa consciência? E se lá fora o mundo é apenas mundo e não se sente diminuído por isso? Já parou para pensar que tudo o que te cerca não é obrigatoriamente como podemos enxergar com nossos olhos? Um pouco de Física Moderna talvez iria ajudar. Até quando podemos confiar nos nossos sentidos? E a nossa razão pode ser senhora de nossas vidas até que ponto?
Nossa vida começa quando passamos a armazenar impressões das coisas que sentimos. A partir disto, temos uma dura escolha a fazer: ou nos habituamos com o mundo de forma geral e nos tornamos escravos deste "tempo/espaço" ou, passamos a nos libertar das amarras do mundo dos sentidos, onde a natureza nos escraviza, e passamos a usufruir de toda a nossa liberdade em quanto seres racionais. Fazendo uso da nossa razão, enquanto lei da própria natureza, poderemos experimentar o que realmente é ser livre. Porque é essa a nossa função no mundo, em uma grande escala, somos nós que devemos organizar a "casa" e repensar tudo. E isto torna-se possível, somente do ponto de vista da eternidade!
Tu és capaz de em um piscar de olhos sentir de uma só vez "TUDO"? Ter o universo todo dentro de ti, estar em todos os lugares e ver todas as pessoas de uma só vez? Consegues segurar a eternidade nas tuas mãos por pelo menos um segundo? Não deixa o tempo te tirar os sapatos, nem o espaço te levar a lucidez. Esquece as pessoas. Enclausura-te na tua razão: sê plenamente livre.
- Uma flor azul para você! Basta tentar sempre colhê-la.

Ao ler de imediato me remeto a este Poema.
ResponderExcluirQue me toca muito.
William Blake - Auguries of Innocence
To see a world in a grain of sand,
And a heaven in a wild flower,
Hold infinity in the palm of your hand,
And eternity in an hour.
Veja o mundo num grão de areia,
veja o céu em um campo florido.
guarde o infinito na palma da mão,
e a eternidade em uma hora.
Um imperador Romano também disse que a grandeza é uma Visão.
Ver então é uma questão de Grandeza.Como ser Grande num mundo de Pequenos?Adquirindo um juízo de Valores Racionais,Religião,abstinência?
Não sei.
Dentro dos planos racionais/filosóficos acredito que no máximo experimentaremos uma Miopia Grave.
Talvez o caminho da Compleição do Espiritual seja a resposta afinal, há mais mistériosentre o céu e a terra do que supõe nossa vã Filosofia.
Julgo bastante oportuna a idéia de que possamos "encontrar a eternidade ou o divino" ao olharmos para dentro de nós mesmos, pois para a ciência moderna, todo o nosso intelecto e nossa percepção do mundo são fruto da atividade elétrica no nosso cérebro. Por conseguinte, depois que o cérebro pára de funcionar´(morte cerebral), nada mais resta. Simplesmente passamos da matéria orgânica para a matéria inorgânica. Como disse Augusto dos Anjos: "resta o não-ser".
ResponderExcluirMuito bom o texto
ResponderExcluireu já pensei sobre isto ao que o seu texto reflete
principlamente quando eu vi o filme Matrix q segue todo esse seu raciocinio e o pensamento desses filosofos
só sei q nada sei